Sarda branca agora tem tratamento

É tão bom levar boas notícias aos nossos pacientes, sobretudo quando podemos nos orgulhar de estarmos avançados no país em procedimentos que ajudam as pessoas a conviverem melhor com a sua própria pele. Hoje é possível afirmar que temos um tratamento realmente eficaz para o quadro conhecido como sarda branca, graças a uma técnica desenvolvida no Brasil!

Associada pela maioria das pessoas ao processo de envelhecimento, essa patologia é, na verdade, resultado da exposição ao sol sem a devida fotoproteção. Até bem pouco tempo, nós não tínhamos muito o que fazer nesses casos, mas a Microinfusão de Medicamentos na Pele (MMP®) veio mudar isso – e já se configura, inclusive, como uma tendência mundial para o tratamento.

dra tallita rezende

Braços e pernas são as áreas de maior incidência da sarda branca

A sarda branca – cujo nome científico é leucodermia gutata ou leucodermia solar – incomoda muito os pacientes, devido ao seu impacto na aparência. Caracterizada pelo surgimento de diversas manchas despigmentadas, principalmente nos braços e nas pernas, ela afeta bastante a auto-imagem e, até mesmo, a autoconfiança e a autoestima.

A técnica para o tratamento foi desenvolvida e patenteada há alguns anos pelo dermatologista brasileiro Samir Arbache. O processo consiste na utilização de um pequeno aparelho, com várias microagulhas, que injetam medicação diretamente nas lesões, à medida em que a área vai sendo microperfurada.

A microincisão de medicamentos é feita com um pequeno aparelho

A microinfusão de medicamentos é feita com um pequeno aparelho, diretamente nas lesões

Essa é uma forma muito eficaz de conseguir tratar as lesões uma a uma, com diversas aplicações simultâneas.

Geralmente, as lesões tratadas pigmentam-se com apenas uma sessão, com resultados aparecendo em um período de duas a quatro semanas após o procedimento. Em alguns casos, pode ser necessário realizar mais um ou dois ciclos de aplicações, a depender da quantidade de lesões que o paciente apresenta.

CAUSAS

A leucodermia gutata é causada pela ação cumulativa do sol sobre os melanócitos (células responsáveis pela pigmentação da pele), fazendo com que eles “enfraqueçam” e percam a sua capacidade de trabalhar eficientemente com o passar do tempo. As primeiras marcas podem aparecer muitos anos após a exposição solar desprotegida.

Após o tratamento, a medicação infundida estimula os melanócitos adormecidos a produzirem melanina no local trabalhado, fazendo com que a lesão que era branca assuma novamente a cor da pele.

Com o passar do tempo e o avanço da idade, novas manchas poderão surgir. Mas não se trata de uma recidiva das manchas anteriormente tratadas, e sim de novos pontos onde os melanócitos falharam e onde poderão ser feitas novas aplicações.

HISTÓRICO

Independentemente da questão estética, a pessoa que tem leucodermia gutata deve dar especial atenção ao seu acompanhamento dermatológico. Afinal, esse é um quadro que tem preferência por peles claras e, conforme já citado, acontece por causa da exposição solar desprotegida. Todo esse histórico acende o sinal amarelo para os riscos de câncer de pele.

O check-up dermatológico anual é importantíssimo para todas as pessoas, pois permite a detecção e o acompanhamento precoces de lesões suspeitas, diminuindo dos riscos de complicações de tumores malignos.

Além disso, quem já tem na pele alguma marca de exposição solar desprotegida deve redobrar os cuidados diários com a fotoproteção. Cuidar bem da pele é cuidar da própria saúde.

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