Psoríase tem tratamento!

Lesões em forma de placas róseas ou avermelhadas, recobertas por escamas esbranquiçadas, em diversas partes do corpo. Eis o sintoma mais visível e característico da psoríase, que não tem cura e que, conforme as estimativas, atinge cerca de 5 milhões de pessoas no país. Para grande parte desses pacientes, além dos desconfortos físicos causados pelo quadro, a convivência com a doença também significa lidar com a dor do preconceito e da desinformação.

Hoje, 29 de outubro, é Dia Mundial da Psoríase e, ao longo de todo este mês, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) veio desenvolvendo ações de conscientização a respeito do tema. Há muito o que se falar sobre isso. Há muito o que esclarecer e, principalmente, há muito a se fazer para melhorar a qualidade de vida dessas pessoas hoje em dia.

Como é uma doença crônica, a psoríase NÃO tem cura. Mas tem tratamento!

Psoríase

A jornada para o controle eficaz é desafiadora, visto que se trata de uma patologia autoimune (em que o próprio organismo se ataca), que não tem uma causa única, mas tem relação com uma série de situações. Predisposição genética e estresse são dois grandes fatores de risco. Também são referidos como fatores agravantes: sedentarismo, excesso de peso, tabagismo e alcoolismo.

Sendo assim, em geral, o tratamento envolve uso de medicações e adoção de medidas especiais de cuidados com a pele, podendo incluir também a fototerapia e/ou a exposição solar terapêutica.

Ao mesmo tempo, é estimulada a adoção de hábitos saudáveis, tais como: prática de atividades físicas, perda de peso, abandono do fumo e do consumo excessivo de álcool. Embora não se saiba ainda como exatamente esses fatores agem sobre a doença, o seu impacto na patologia é uma realidade. Além disso, um estilo de vida mais saudável beneficia o estado emocional, o que é sempre positivo nos casos autoimunes.

Dia Mundial da Psoríase

O preconceito, por sua vez, talvez seja uma das maiores adversidades encontradas por esses pacientes, até conseguirem lidar de forma eficaz e positiva com a sua condição.

Apesar da psoríase NÃO ser contagiosa, a vida social para o portador não costuma ser fácil, enfrentando muitas reações desconfortáveis por parte de pessoas que, desinformadas, olham com estranhamento ou, até mesmo, se afastam fisicamente, quando notam as lesões.

Por isso, a mensagem principal da campanha da SDB tem sido a de ressaltar as perspectivas do tratamento para uma melhora na qualidade de vida dos pacientes. Com tratamento adequado, realizado pelo dermatologistas, é possível conseguir mudar a forma de encarar a sua doença e vivenciar melhor as situações do dia a dia.

O diagnóstico correto e o acesso à informação são grandes armas tanto para controlar a doença, quanto para combater o preconceito.

Informe-se devidamente, cuide bem da sua pele, com as características que ela tem, e não tenha vergonha da sua própria aparência. Constrangido deve ficar quem está desinformado ou ainda insiste em ser preconceituoso!

SAIBA MAIS

O QUE É: a psoríase é uma doença inflamatória da pele, crônica e autoimume, com origem genética em 30% dos casos. Não é contagiosa e se caracteriza por lesões avermelhadas e descamativas, normalmente em forma de placas. Atinge principalmente a população com idades entre 20 e 40 anos, afetando igualmente homens e mulheres. Com diagnóstico correto e acompanhamento médico, o quadro pode ser muito bem controlado.

SINTOMAS: os sintomas na pele são os mais visíveis, mas a psoríase apresenta um conjunto variado de sintomas – que, às vezes, podem ser confundidos com sinais de outras doenças de pele. As lesões descamativas costumam se concentrar principalmente nas seguintes áreas: cotovelos, joelhos, couro cabeludo, unhas, palmas das mãos e plantas dos pés. A extensão varia, podendo ficar restrita a pequenas áreas ou atingir quase todo o corpo. Também pode surgir na forma de pequenas manchas escalonadas e também pode apresentar coceira, queimação e dor, unhas grossas, sulcadas ou com caroços. Quando a doença atinge as articulações provoca dor e artrite.

DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO

O diagnóstico é feito pelo dermatologista. Nos casos mais leves, normalmente são prescritos medicamentos como pomadas, loções, xampus ou gel. Em casos mais avançados, são indicadas sessões de fototerapia por ultravioleta, com ou sem remédio, medicamentos de uso oral ou injetável. A exposição controlada ao sol é muito benéfica para esses pacientes. Os hábitos saudáveis também são estimulados, assim como todas as medidas para uma boa gestão do estresse e do estado emocional.