Doenças de pele adquiridas no verão podem dar as caras somente agora

Algumas doenças de pele encontram as condições ideais de proliferação no clima e nos ambientes de lazer dos meses de verão e, muitas vezes, acabam por se manifestar agora nesta época, depois do fim da estação. São verdadeiras heranças malditas que, se não forem tratadas adequadamente podem se alastrar e se complicar, além do risco de contagiar outras pessoas.

Falemos de algumas dessas patologias:

escabioseEscabiose (sarna): a escabiose é uma infecção parasitária contagiosa da pele, que causa coceira intensa e cria verdadeiras crostas, quando não controlada logo no início. A doença pode ser transmitida através de objetos, mas é mais frequente o contágio acontecer por meio do contato direto e prolongado com a pele infectada. Os sintomas costumam aparecer de quatro a seis semanas após o contágio, mas também podem surgir logo nas primeiras 24 horas.

 

larva migransLarva migrans (bicho geográfico): o seu nome científico é larva migrans cutânea ou dermatite serpiginosa. Geralmente o contágio acontece nos pés, pernas e regiões do corpo que têm contato com a areia ou terra contaminadas por fezes de cães ou gatos. Dessa forma, parasitas presentes nos intestinos delgados desses animais acabam penetrando na pele humana e se instalando na epiderme, onde se movimentam, avançando cerca de 1 a 2 centímetros por dia, desenhando o caminho da sua migração e causando prurido intenso na região. Sem tratamento, a área lesionada tende a aumentar e, devido à coceira, pode acabar se transformando num foco de infecção.

molusco contagiosoMolusco contagioso: trata-se de uma infecção da pele, causada por um vírus bastante comum em crianças, mas que também infecta adultos. Causa pequenas pápulas (elevações da pele) umbelicadas (com uma depressão central), de cor que varia do translúcido ao rosa, com base levemente avermelhada. Geralmente é assintomático, podendo causar leve prurido (coceira). Pode ser passado através do contato direto da pele ou por meio de toalhas, panos e brinquedos infectados, por exemplo. Sozinha, a infecção leva de 12 a 18 meses para desaparecer, e o maior problema que causa é mesmo no aspecto das áreas em que as lesões aparecem, além do risco das pápulas serem infectadas por bactérias.

pitiriase versicolorPitiríase versicolor (pano branco):  infecção causada por fungos do tipo Pityrosporum ovale ouMalassezia furfur. Também é chamado de micose de praia, justamente por ser comum o seu aparecimento entre quem frequenta esse ambiente. Essa micose NÃO se pega. O fungo, que já está presente na pele, simplesmente se reproduz com maior intensidade sob o calor e a umidade.

 

tinea pedisTínea pedis (pé de atleta): popularmente chamada também de frieira, essa doença é altamente incômoda e bastante constrangedora, sendo caracterizada pela presença de fungos nos pés, sobretudo entre os dedos. Também pode ocorrer nas virilhas, pois, após o contágio, para que o fungo se prolifere é necessário encontrar um ambiente quente, úmido e escuro. Quando não é devidamente controlada, a área infectada tende a aumentar, causando coceira, dor e mau cheiro na região, podendo até mesmo infeccionar.

 

Na presença de sintomas como manchas, prurido (coceira), lesões, bolhas, descamações, feridas ou quaisquer outras alterações, a melhor medida é agendar uma consulta com o dermatologista o mais rapidamente possível.

O diagnóstico correto e o início precoce do tratamento evita complicações e maiores prejuízos estéticos e funcionais. Como vimos, em alguns casos, a evolução de determinadas patologias pode ser uma porta de entrada para infecções e comprometimentos da saúde global do paciente.

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