Cuidado: algumas patologias da pele pioram durante o inverno

Temperaturas mais baixas, tempo mais seco, uso de roupas com fibras sintéticas e que deixam a pele menos arejada… Tudo isso forma uma combinação de fatores que tornam a nossa pele mais seca e sensível nesta época do ano. Isso acontece com todas as pessoas, sendo que, quem já sofre com alguns problemas crônicos de pele, tende a ver seus quadros se desencadearem ou se intensificarem nesse período.

Dermatite atópica, dermatite seborreica, xerose (ressecamento), psoríase e pruridos (coceiras), entre outros quadros e sintomas, estão na lista dos problemas que se tornam piores no inverno.

Fique atento às seguintes patologias:

  • Urticária devido ao frio.

    Urticária devido ao frio.

    Urticária ao frio: apresenta-se na forma de placas edematosas (elevadas) na pele. Há maior incidência nas áreas expostas, mas podem ocorrer em qualquer parte do corpo causando coceira e ardência. Recomendamos aquecer a pele, tomar medicação antialérgica e evitar a exposição ao frio sem a devida proteção, lembrando que é sempre preferível dar preferência às fibras naturais, como algodão e lã, nas peças que estarão em contato direto com a pele, em vez de tecidos sintéticos, como o acrílico;

  • Quadro de dermatite atópica.

    Quadro de dermatite atópica.

    Dermatite atópica: causa lesões inflamatórias na pele (dermatite) e intenso prurido (coceira), acometendo principalmente regiões das dobras dos joelhos, cotovelos, pescoço e face. Geralmente também está associada a quadros de alergia respiratória (asma, bronquite ou rinite alérgica). É muito comum em crianças, tendendo a desaparecer com o tempo. Mas isso não quer dizer que não possa acometer também adolescentes e adultos, sendo que o frio e fatores emocionais, como o estresse, podem representar gatilhos para uma crise. A pele do paciente atópico tem maior tendência a ressecar e descamar. Uma boa hidratação, com produtos prescritos pelo dermatologista, é fundamental nesses casos. Também é preciso evitar uso de sabonetes agressivos, buchas e banhos quentes;

  • Caspa é sintoma da dermatite seborreica.

    Caspa é sintoma da dermatite seborreica.

    Dermatite seborreica: essa inflamação crônica da pele em áreas com grande oleosidade do corpo é conhecida principalmente pelo inconveniente do surgimento da caspa e da seborreia no couro cabeludo. Mas ela pode acometer também áreas do rosto (entre as sobrancelhas, cantos do nariz) e outras áreas do corpo (como orelhas e parte central do tórax), apresentando placas avermelhadas e descamativas. O problema pode acometer pessoas de ambos os sexos e de todas as idades. Fatores genéticos e emocionais estão relacionados a essa patologia e, no inverno, as condições ambientais levam a pele a reagir intensificando e agravando o quadro. O tratamento é feito com medicações de uso local, xampus e loções capilares, sendo importante ressaltar que aumentar a frequência e as lavagens da área afeta NÃO significa, necessariamente, uma melhora no quadro;

  • Área afetada pela psoríasse.

    Área afetada pela psoríasse.

    Psoríase: essa é uma doença crônica de causa ainda desconhecida, que geralmente se apresenta em formas de placas avermelhadas, com escamas grossas e brancas na pele. Joelhos, cotovelos e couro cabeludo são áreas comumente afetadas. Sabe-se que o fator emocional e a herança genética são predisponentes e que banhos de sol ajudam a amenizar as lesões. No período do inverno, por outro lado, são observadas piora do quadro.

Como se vê, alguns sintomas são comuns a várias patologias. Somente uma avaliação pelo determatologista é que pode confirmar o diagnóstico para que, a partir daí, seja traçada a melhor estratégia de tratamento para cada caso.

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Existem também problemas da saúde sistêmica que podem se refletir na pele, quando a pessoa é exposta a temperaturas mais baixas. Os problemas circulatórios, especialmente, estão nessa categoria.

Vejamos alguns quadros que podem surgir por essa razão:

  • Eritrema pernio.

    Eritrema pernio.

    Eritema pérnio: é um problema muito comum em regiões onde as temperaturas baixas são mais severas. Causa edema, vermelhidão e coceira em algumas áreas do corpo, pois está ligado à má circulação sanguínea, atingindo principalmente áreas mais expostas ao frio, como o rosto e as mãos. Nesses casos, é importante salientar que, quando o frio aperta, o uso de itens como gorro e luvas não é uma questão de estilo ou vaidade, mas de efetiva proteção da pele e da saúde;

    Fenômeno de Raynaud.

    Fenômeno de Raynaud.

  • Fenômeno de Raynauld: caracteriza-se por mudança de coloração das extremidades do corpo, que primeiro ficam pálidas, depois arroxeadas e, por fim, vem a vermelhidão. O problema está freqüentemente associado a doenças reumatológicas e também tende a piorar consideravelmente no inverno;
  • Frio pode causar coceira difusa pelo corpo.

    Frio pode causar coceira difusa pelo corpo.

    Prurido asteatósicocaracteriza-se por uma coceira difusa pelo corpo. Normalmente acomete pessoas idosas que estão com a pele muito ressecada ou, até mesmo, de pele normal quando exageram na temperatura elevada dos banhos e/ou no uso de sabonetes durante o período do inverno. Em alguns casos, a pele pode ficar esbranquiçada e descamativa.

Diante da presença de QUALQUER alteração na pele, o paciente deve passar pela avaliação de um especialista. Essa é também uma boa oportunidade para realizar o check-up dermatológico anual. Vale lembrar ainda que o período de inverno é especialmente benéfico para se realizar uma série de tratamentos dermatológicos.

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