Conheça os principais sintomas das dermatites mais comuns na infância

Homenagear o Dia das Crianças implica em lembrar que elas precisam de atenção, amor e cuidados. E pensar nisso exige, necessariamente, falar dos cuidados com a pele da garotada. As crianças, em geral, costumam ser vítimas de diferentes tipos de dermatites – termo que designa os quadros inflamatórios da pele.

Isso acontece pelo fato desse órgão estar em contato direto com o ambiente externo, sem contar com os mesmos mecanismos de proteção da pele adulta.

pele infantil irritada

Mais fina e delicada, a pele da criança é mais susceptível ao surgimento de vários tipos de dermatites.

Mais fina e delicada, a pele infantil também tem menor produção de óleo pelas glândulas sebáceas e menos produção de suor pelas glândulas sudoríparas, ficando mais susceptível a diversos problemas.

Nas consultas pediátricas, os pais devem ser devidamente orientados sobre os cuidados básicos com a pele dos bebês e das crianças de até 12 anos. Mas quando algum problema dermatológico se instala, o ideal é que entre em cena o especialista nesse campo – isto é, o dermatologista.

A devida análise diagnóstica e um tratamento adequado evitam complicações – que podem evoluir para quadros infecciosos mais sérios, podendo, até mesmo, colocar a vida da criança em risco, devido à sua menor imunidade.

Além disso, problemas dermatológicos que não são devidamente controlados na infância têm grandes chances de se tornarem problemas crônicos bastante incômodos e constrangedores, ao longo da vida.

Sendo o maior e mais exposto órgão do corpo humano, a pele exige cuidados, carinho e atenção especial desde os primeiros dias de nossas vidas, até a maturidade.

Confira abaixo uma lista das dermatites mais comuns durante a infância:

Dermatite das Fraldas

dermatite-das-fraldas

O QUE É: irritação e/ou inflamação da pele em áreas de contato direto com a urina e as fezes. Nesses casos, a umidade e o calor concentrados na região também favorecem o surgimento de infecções secundárias por bactérias e fungos.

PREVENÇÃO: a troca constante de fraldas e a cuidadosa higiene local são essenciais.

TRATAMENTO: quando o quadro se instala, geralmente são recomendados o uso de cremes protetores com alguns agentes especiais (como óxido de zinco, petrolatum, dimeticona e lanolina, que são usados para o tratamento). A presença de fungos ou bactérias merece tratamento específico, consoante cada diagnóstico.

Dermatite Atópica

dermatite-atopicaO QUE É: trata-se de uma doença crônica, de caráter alérgico, relacionada a fatores imunológicos, genéticos e ambientais. Geralmente se manifesta no primeiro ano de vida, especialmente em crianças com história pessoal ou familiar de quadros alérgicos (como asma, rinite ou a própria dermatite atópica). Coceira e ressecamento da pele costumam ser sintomas presentes em qualquer fase da doença, cujo quadro clínico geral pode variar, de acordo com a faixa etária.

PREVENÇÃO: por se tratar de um quadro genético, a prevenção deve ser feita principalmente em relação ao controle dos sintomas, depois da confirmação diagnóstica. Manter a pele bem hidratada, identificar e evitar fatores agravantes, como o contato direto com tecidos sintéticos e/ou lãs, os ambientes com muito pó ou poeira e o uso de sabonetes abrasivos, são essenciais para a melhora clínica e para evitar recidiva das lesões.

TRATAMENTO: o tratamento geralmente é feito com medicações tópicas, como corticoesteroides e inibidores da calcineurina. Em alguns casos, podem ser administrados remédios orais, como os anti-histamínicos.

Dermatite Seborreica

dermatite-seborreicaO QUE É: muitas pessoas pensam que caspa e seborreia acontecem só com adultos, mas a Dermatite Seborreica infantil é mais comum do que se imagina. Ela se manifesta geralmente nos três primeiros meses de vida, sendo caracterizada por lesões avermelhadas, recobertas por escamas gordurosas, que aparecem no couro cabeludo e que também podem surgir na face e em áreas de dobras.

PREVENÇÃO: o quadro deve-se aos hormônios maternos – especialmente aos masculinos -, que ainda podem circular no corpo do bebê, até por volta dos seis meses de idade. A melhor forma de agir nesses casos é observar e pedir orientação médica, caso o bebê apresente algum sintoma.

TRATAMENTO: a remoção das crostas é feita com óleos específicos para uso infantil, além de xampus e/ou cremes anti-inflamatórios, que também podem ser antimicóticos. Tudo sempre deve ser acompanhado pelo médico.